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Pix Automático: a mensalidade do cliente com 1 autorização

O cliente aprova a cobrança recorrente no app do banco dele, sem tarifa, e o MEI recebe na conta onde já recebe Pix.

Celular sobre a mesa com tela de pagamento aberta e um calendário de mesa

A mensalidade cobrada no automático

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Abra o app do banco onde o seu CNPJ recebe Pix e procure 1 menu: Pix Automático. Em 10 minutos você descobre se a conta já cobra mensalidade recorrente e o que falta habilitar.

O MEI que vende serviço por mês conhece a rotina do dia 5. A professora de pilates manda mensagem para 14 alunas, o professor de violão cola a chave Pix em 9 conversas, a dona da escolinha de reforço confere o extrato linha por linha atrás de quem esqueceu.

Cobrar por mensagem cansa os dois lados. O cliente que gosta do serviço atrasa por esquecimento, e quem presta o serviço gasta a manhã virando cobrador de gente que pretende pagar.

As saídas antigas tinham atrito. O boleto mensal pede emissão e costuma custar tarifa por título. O débito automático em conta depende de convênio com o banco do cliente. O cartão recorrente desconta uma fatia do valor em cada cobrança.

O Banco Central colocou no ar, em 16/06/2025, uma modalidade nova dentro do Pix. O cliente autoriza uma vez, no app do próprio banco, e as cobranças seguintes saem sozinhas na data combinada, sem ele digitar chave nem valor.

Quem paga não desembolsa tarifa. Pessoa física segue com o Pix gratuito, e a tela de autorização mostra o nome do recebedor, a frequência e, se o cliente quiser, um valor máximo por cobrança.

Do lado do MEI, a porta de entrada é o CNPJ. A modalidade aceita como recebedor só empresa, e o microempreendedor individual se qualifica porque tem CNPJ ativo e conta aberta no nome dele. Não precisa trocar de banco: a cobrança cai na mesma conta PJ que hoje recebe o Pix digitado pelo cliente, e o dinheiro aparece no extrato com o nome de quem pagou.

Antes de mandar o primeiro pedido aos clientes, falta entender as regras que o Banco Central escreveu e quem controla cada parte da cobrança, do pedido ao cancelamento.

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I  O que muda no seu CNPJ

A autorização que vale por meses

O Pix Automático nasceu da Resolução BCB 402, publicada pelo Banco Central em julho de 2024, que acrescentou ao regulamento do Pix a cobrança recorrente com autorização prévia. A estreia nos bancos veio quase um ano depois, com a oferta ao pagador obrigatória nas instituições participantes do Pix.

A mecânica tem dois momentos. No primeiro, o recebedor envia um pedido de autorização, e o cliente aceita no app do banco dele. No segundo, a cada vencimento, o recebedor manda a instrução de cobrança, e o banco do cliente debita o valor na data marcada.

A instrução sai com antecedência. A regra pede que o recebedor envie a cobrança entre 2 e 10 dias antes do vencimento, e o banco do pagador avisa o cliente de que o débito vem aí. Ninguém leva susto no extrato.

O cliente manda na autorização: define teto por cobrança, vê o nome do seu CNPJ na tela e cancela pelo app até a véspera do débito.

O teto é opcional e protege quem paga. Se a mensalidade é R$ 180 e o cliente fixa máximo de R$ 200, um reajuste para R$ 220 não passa sem nova conversa. Combine o reajuste por escrito antes de mudar o valor enviado.

As frequências aceitas são cinco: semanal, mensal, trimestral, semestral e anual. Aula particular encaixa no mensal, manutenção de ar-condicionado no semestral, hospedagem de site no anual.

O valor pode ser fixo ou variável. O plano fechado de R$ 150 entra como fixo; a mensalidade que muda conforme as aulas extras do mês entra como variável, e aí o teto do cliente pesa mais.

Quando falta saldo, o sistema permite novas tentativas. O recebedor pode programar até 3 tentativas nos 7 dias seguintes ao vencimento, desde que a autorização preveja a repetição.

Para quem recebe, a tarifa depende do banco. A regra do Banco Central garante gratuidade ao pagador pessoa física e não fixa preço para a empresa. Parte dos bancos isenta o Pix recebido no pacote PJ; outros cobram por transação.

Há também um limite técnico. Nem todo banco oferece a ponta de quem recebe direto no aplicativo. Uns liberam o menu no app PJ; outros exigem integração por API (a ligação automática entre o sistema de cobrança e o banco) ou um intermediário de pagamentos.

 
 

II  Agenda do CNPJ

Do combinado à primeira cobrança em 6 passos

O roteiro abaixo leva um cliente mensal do Pix manual para o automático. Comece por 1 cliente, aquele que paga em dia, e só depois convide os demais. Siga na ordem:

1. Confira o menu no banco. No app da conta PJ, procure “Pix Automático” ou “Cobranças recorrentes”. Se não aparecer, pergunte no chat do banco se a sua conta está habilitada como recebedora.

2. Leia a tarifa. Abra a tabela de tarifas do pacote PJ e veja quanto o banco cobra por Pix recebido. Anote o valor por cobrança e multiplique pelos clientes que vão migrar.

3. Combine por escrito. Mande ao cliente o valor, a data de vencimento, a frequência e o jeito de cancelar. Uma mensagem guardada no WhatsApp já registra o acordo.

4. Envie o pedido de autorização. Pelo app ou pelo painel de cobrança, gere o pedido com o CPF ou CNPJ do cliente, o valor e a frequência. Ele recebe o pedido no app do banco dele, por QR Code ou por link.

5. Peça a confirmação. O cliente aprova no app, escolhe se quer teto e devolve o print da autorização aceita. Sem o aceite, nenhuma cobrança sai.

6. Agende a primeira cobrança. Envie a instrução entre 2 e 10 dias antes do vencimento e confira no extrato, na data, se o valor caiu.

Emita a nota a cada pagamento: o Pix Automático cobra, mas não gera a NFS-e do MEI.

A NFS-e (nota fiscal de serviço eletrônica) segue no emissor nacional, no portal gov.br, e o MEI prestador de serviço emite uma por recebimento quando o cliente é empresa.

O calendário pede atenção a três datas: o vencimento combinado, a janela de envio da instrução e o prazo de cancelamento do cliente, que vai até o fim do dia anterior ao débito.

O cancelamento é unilateral. O cliente desfaz a autorização no app sem pedir licença, e a cobrança seguinte não sai. Por esse motivo, o contrato do serviço continua valendo: ele diz o que acontece com a mensalidade em aberto se o cliente cancelar com aulas já dadas.

Para o caixa do MEI, a receita do Pix Automático soma no faturamento anual como qualquer outro recebimento. O teto do MEI segue em R$ 81 mil por ano, e a mensalidade recorrente ajuda a prever o mês em que o limite se aproxima.

Clientes empresas também entram. A pessoa jurídica pagadora autoriza no app PJ dela, com as mesmas regras de teto e cancelamento, e a cobrança aparece no extrato dela com o nome do seu CNPJ.

 

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Blu Dot surpasses 2,000% ROAS with self-serve CTV ads

Home furniture brand Blu Dot blew up on CTV with help from Roku Ads Manager. Here’s how:

After a test campaign reached 211,000 households and achieved 1,010% ROAS, the brand went all in to promote its annual sales event. It removed age and income constraints to expand reach and shifted budget to custom audiences and retargeting, where intent was strongest.

The results speak for themselves. As Blu Dot increased their investment by 10x, ROAS jumped to 2,308% and more page-view conversions surpassed 50,000.

“For CTV campaigns, Roku has been a top performer,” said Claire Folkestad, Paid Media Strategist, Blu Dot. “Comping to our other platforms, we have seen really strong ROAS… and highly efficient CPMs, lower than any other CTV partner we've worked with.”

Using Roku Ads Manager, the campaign moved from a pilot to a permanent performance engine for the brand.

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III  É golpe?

A “taxa anual do MEI” no Pix Automático

A mensagem: uma cabeleireira com CNPJ de MEI recebe no WhatsApp: “Seu CNPJ tem taxa anual pendente de R$ 39,90. Autorize o débito no Pix Automático para regularizar e evitar a baixa”. Minutos depois, chega ao app do banco dela um pedido de autorização mensal, sem valor máximo.

A checagem: ela abre o pedido e lê o nome do recebedor, uma empresa de “assessoria digital” sem ligação com a Receita Federal. No Portal do Empreendedor, a única cobrança do MEI é o DAS (a guia mensal de impostos do MEI), emitido no PGMEI, o programa gerador da guia do Simples Nacional.

Na nossa opinião: golpe. Não existe taxa anual para manter o CNPJ do MEI ativo. O DAS sai pela guia do Simples Nacional, e a Receita Federal não pede autorização de Pix Automático por WhatsApp.

A isca usa a própria regra do Pix Automático. O pedido chega dentro do app do banco, com aparência oficial, porque qualquer empresa com conta habilitada pode enviar pedido para um CPF ou CNPJ. O banco transmite o pedido; quem decide aceitar é o cliente.

O perigo mora no campo do valor máximo. Sem teto, a autorização libera cobranças maiores que a primeira, e o golpista sobe o valor nas parcelas seguintes, contando com o aviso que ninguém lê.

Leia o nome do recebedor antes de aceitar: a Receita não cobra o MEI por Pix Automático, e pedido sem teto merece recusa.

Quem aceitou desfaz pelo mesmo app. Na área Pix, abra Pix Automático, depois a lista de autorizações, e cancele a do recebedor desconhecido. O cancelamento feito até a véspera impede a próxima cobrança.

Se algum débito já saiu, peça a devolução ao banco pelo MED (Mecanismo Especial de Devolução, a regra do Banco Central para Pix usado em fraude) em até 80 dias e registre boletim de ocorrência na delegacia online do seu estado.

Para conferir o DAS verdadeiro, entre no Portal do Empreendedor, em gov.br/empreendedor, e emita a guia pelo PGMEI com o seu CNPJ. Ali aparece o valor do mês, sem taxa extra e sem pedido de autorização.

“Qual cliente que paga todo mês você convidaria primeiro para autorizar o Pix Automático?”

As regras citadas valem em 14/10/2026. Reconfira na página do Pix Automático, em bcb.gov.br, no dia 03/11, antes de enviar a cobrança de novembro, e cheque a tabela de tarifas PJ do seu banco nessa data.

 
 
 
Quiz da edição

Que dia o Banco Central colocou no ar o Pix Automático, a modalidade de cobrança recorrente dentro do Pix?

A16/06/2024
B01/07/2025
C02/01/2026
D16/06/2025

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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