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A mensagem: um anúncio patrocinado, um vídeo curto em rede social ou uma mensagem de grupo de WhatsApp promete inscrição prioritária no Contrata+Brasil, cadastro acelerado de prestador ou consultoria para fornecer ao governo. A página pede CNPJ, CPF, foto do certificado do MEI e um valor de adesão, às vezes apresentado como mensalidade de acompanhamento de oportunidades.
A checagem: o endereço do Contrata+Brasil vive dentro do domínio gov.br, o cadastro é gratuito e o acesso acontece pela conta gov.br com validação facial. Não existe fila prioritária, não existe taxa de inscrição de prestador e nenhuma plataforma pública cobra para enviar aviso de demanda. O rodapé do site falso costuma trazer o CNPJ de uma empresa privada e a linha miúda que nega vínculo com órgão público.
Na nossa opinião: é golpe cobrar adesão por um cadastro gratuito de política pública, e é golpe ainda maior vender prioridade que não existe dentro de um sistema que ordena os chamados por atividade e por endereço. O prestador paga, não recebe chamado nenhum, e conclui que a plataforma não funciona.
O prejuízo maior não é o valor da adesão. O formulário do intermediário recolhe CNPJ, CPF, certificado do MEI e comprovante bancário, o conjunto que serve para abrir conta em nome de terceiro, contratar crédito com garantia da empresa ou emitir nota fiscal fria com a sua inscrição. Quem entregou esses documentos deve acompanhar a situação cadastral do próprio CNPJ e o registro de notas emitidas no sistema da prefeitura.
Existe uma variação que troca a cobrança pela comissão. O suposto despachante cadastra o prestador de graça, assume o número de WhatsApp como canal de contato e passa a intermediar os chamados, ficando com uma fatia do serviço executado pelo profissional. O cadastro é pessoal e o canal de contato tem que ser o seu telefone, no seu nome, sem ninguém no caminho.
Dois sinais bastam para separar a plataforma da imitação, e ambos aparecem na primeira tela: o endereço no domínio gov.br e o login pela conta gov.br com reconhecimento facial. Página que aceita cadastro por formulário próprio, sem passar pela conta verificada, não está conversando com a base do governo.
Quem já pagou tem caminho de reação. Salve a página, o comprovante e a conversa, registre a reclamação no consumidor.gov.br, leve o caso ao Procon do seu município e faça boletim de ocorrência, documento que sustenta pedir estorno ao banco ou à operadora do cartão.
"Quantos chamados da sua cidade passaram enquanto o seu número não estava na lista?"
Reconfira o seu cadastro no dia 20 de dezembro, quando emitir o DAS do mês. Entre no Contrata+Brasil pela conta gov.br, confirme o município, a lista de serviços e o número de WhatsApp na tela do perfil, e emita a certidão negativa nova na página da Receita Federal no mesmo dia.
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