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A mensagem: um perfil ou um anúncio promete destravar o seguro-desemprego suspenso por causa do MEI, fala em contato dentro do Ministério do Trabalho ou da Caixa, mostra prints de parcelas liberadas e cobra uma taxa antecipada por Pix para dar entrada no processo.
A checagem: o pedido de revisão é gratuito e feito pelo próprio trabalhador nos canais oficiais de atendimento, a análise é documental e nenhum intermediário tem poder de liberar parcela dentro do sistema de pagamento do benefício.
Na nossa opinião: é golpe quando alguém cobra para protocolar um requerimento gratuito, e é fraude quando promete liberação garantida, porque a única saída legítima é a prova de faturamento zero apresentada no prazo, dentro do canal oficial.
A versão mais comum cobra pelo protocolo. O valor pedido é pequeno o bastante para não virar denúncia, o serviço entregue é o preenchimento de um formulário que o próprio trabalhador faria em minutos, e o resultado vem do documento, nunca do intermediário.
A versão perigosa pede a senha do gov.br. Esse acesso abre a carteira de trabalho digital, o requerimento do seguro-desemprego, o INSS, o histórico de contribuição e o Portal do Empreendedor, e transforma um pedido de ajuda em controle completo da vida trabalhista e fiscal da pessoa.
Aparece também o falso aviso de bloqueio. Chega uma mensagem com brasão, número de processo inventado, prazo de vinte e quatro horas e uma chave Pix de pessoa física para regularizar o benefício. Comunicação oficial não pede pagamento por chave Pix pessoal e não chega por link de mensagem.
E existe a oferta de baixa retroativa. O texto promete apagar a data de abertura do CNPJ para que o cruzamento nunca tenha existido. Data de início de atividade é registro público e não se apaga, e pedir alteração de dado cadastral com informação falsa é a própria definição de fraude contra a administração.
Conferir custa pouco. Digite à mão o endereço do gov.br, do Portal do Empreendedor e do canal de atendimento do trabalhador, acompanhe o requerimento pelo aplicativo oficial, exija número de protocolo em cada pedido e desconfie de qualquer valor cobrado antes de existir um documento com código de barras oficial.
Se você já pagou alguma taxa, registre boletim de ocorrência, avise o banco no mesmo dia para acionar o mecanismo de devolução do Pix e guarde as conversas. Se entregou a senha do gov.br, troque agora, ative a verificação em duas etapas e revise as procurações eletrônicas ligadas ao seu CPF.
Guarde a régua: CNPJ ativo trava a parcela mesmo sem faturamento, faturamento zero se prova com declaração e consulta negativa, e revisão de benefício não se compra de intermediário.
"Você abriria o CNPJ hoje ou esperaria a última parcela do seguro cair na conta?"
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